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Conselheiros que apóiam


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sócios.



Prezados conselheiros

A situação do Santos Futebol Clube dentro de campo é reflexo e conseqüência do que vivenciamos fora dele. Os exemplos de continuísmo chegaram de vários clubes diferentes, mas a maioria dos associados e conselheiros não souberam interpretá-los. Mustafá Contursi no Palmeiras e Alberto Dualib no Corinthians, para citar dois rivais paulistanos, conquistaram mais títulos do que Marcelo Teixeira em sua gestão. Poderiam ter formado novas lideranças e entregado a elas as rédeas do Clube, mas preferiram se agarrar às benesses do poder. A vaidade falou mais alto. O resultado foi a segunda divisão.

Todos nós, santistas, não queremos ver a repetição deste filme no Santos, apesar do roteiro semelhante escrito pelo atual presidente. Ou mudamos o rumo do Clube, que está longe de ser considerado 'certo', ou amargaremos uma fase que pode se tornar desesperadora.

O cenário atual é a má gestão evidente dos recursos financeiros, que transformou os mais de R$ 140 milhões arrecadados com uma geração brilhante em um balanço negativo; a falta de planejamento que colocou o Clube refém de Vanderlei Luxemburgo por muito tempo, e que, sem ele, evidenciou a incompetência da atual diretoria para gerenciar o futebol; a falta de criatividade para buscar fontes alternativas de renda, como uma campanha de associação semelhante à feita pelo Internacional de Porto Alegre, que hoje arrecada mais de R$ 1 milhão por mês só com as contribuições de sócios.

Mas pode piorar. O Santos pode ser rebaixado para a segunda divisão do Campeonato Brasileiro. O temor está vivo em cada santista apaixonado que vê seu time à deriva, sem comando, sem planejamento, sem atitude. Da diretoria e do Conselho.

Não queremos a renúncia de Marcelo Teixeira. Ele venceu as eleições em dezembro de 2007 e deve continuar governando o Clube até o fim de seu mandato, em dezembro de 2009.

O que queremos é a redemocratização do estatuto do Santos. Que uma injustiça histórica seja desfeita. Que o Clube passe a ter mais alternância e alternativas de poder. Que este Conselho seja proporcional, dando a cada uma das chapas o número de conselheiros correspondente à sua votação nas eleições. Que os sócios tenham seus direitos históricos restabelecidos, como o prazo de um ano para votar nas eleições do Clube. E que o Santos não continue na contramão da humanidade e abandone o equívoco das reeleições ininterruptas.

É importante lembrar, senhores conselheiros, que em quase 100 anos de história colecionamos milhões de torcedores e simpatizantes em todo o mundo. Paramos guerras, inspiramos torcedores a expulsar juízes, fomos aplaudidos de pé por adversários incrédulos, e nada disso foi lenda. São fatos que estão descritos na história e que, até hoje, povoam o imaginário de torcedores de várias nacionalidades e idades. Lenda, sim, é a tal 'administração européia' que tentaram nos empurrar goela abaixo. Muita gente, infelizmente, engoliu.

O Santos sempre será patrimônio da cidade de Santos, ao mesmo tempo em que é patrimônio do futebol mundial. Ser santista é amar o Santos Futebol Clube, independente de onde se more. Fechar os olhos para estes milhões de fãs espalhados pelo mundo é renegar a herança daquele time dos sonhos e as possibilidades que este mercado consumidor oferece.

Por tudo isso, nós, santistas abaixo-assinados, exigimos:

1) Instauração da proporcionalidade no Conselho Deliberativo.

Justificativa: os interesses do Santos Futebol Clube devem ser representados no Conselho proporcionalmente e de acordo com o desejo dos sócios durante as eleições, permitindo a diversidade de idéias e opiniões, proporcionando maior fiscalização dos atos do Clube e menos acomodação dos dirigentes. Hoje, quem vence a eleição também elege 100% da chapa, não importando se a vitória foi por 99% a 1% ou por 51% a 49% dos votos. É como se o presidente da República fosse eleito e, com ele, só levasse ao Congresso Nacional deputados e senadores de sua base aliada. Isso não é democrático. E o resultado tem sido um Conselho pouco questionador, que abre espaço para a concentração de poder nas mãos de uma só pessoa.

2) Fim das reeleições ininterruptas.
Justificativa:
as experiências em clubes importantes mostram que dirigentes que tentam se perpetuar no poder levam, invariavelmente, suas instituições a situações ruins. Dívidas enormes, times ruins, divisões inferiores, entre outras. Ou saímos da contramão da história ou estaremos fadados ao mesmo caminho de outros times conhecidos. Exigimos a restauração do estatuto ao que era antes do golpe de 2003: continuarmos com mandatos de dois anos, mas com a possibilidade de apenas uma reeleição.

3) Restabelecimento do direito do sócio votar após um ano de contribuição.
Justificativa: as eleições santistas acontecem a cada dois anos ímpares. Até o golpe estatutário de 2003, os sócios precisavam contribuir um ano para ter o direito a voto. Depois do golpe, o tempo pulou para três anos, o que é um incentivo a menos para que novos torcedores associem-se. Nossa meta deve ser, sempre, a de associar o máximo possível de torcedores ao Clube, para que tenhamos uma fonte de renda segura e permanente.

4) Possibilitar um local de votação na Subsede do Santos em São Paulo.
Justificativa
: o Santos possui um alto número de associados na capital paulista. Além disso, a maior concentração de santistas em uma só cidade está justamente em São Paulo, onde, aliás, o clube tem uma subsede, que deve ser trabalhada como uma importante ferramenta de captação de recursos e sócios. Seria uma manifestação de respeito a essa torcida e a esses associados possibilitar uma urna na capital paulista.

5) Candidato à presidência não precisa ter passagens pelo Conselho.
Justificativa:
atualmente é como se a Constituição restringisse a candidatura à presidência do Brasil somente a quem já tivesse sido Senador da República. Além disso, sem um regime proporcional, a tendência é o favorecimento ao grupo político que saiu vencedor nas urnas, como se os associados que votassem em outras chapas não tivessem o direito de serem representados. Exigimos que a necessidade do candidato à presidência do Clube ter passagens pelo Conselho seja retirada do estatuto atual. Basta que o candidato tenha o mínimo de dez anos como associado do Santos, o que já mostra amor e participação na vida política do Clube.

São mudanças urgentes que podem, a médio prazo, impedir que o Santos Futebol Clube passe por uma situação semelhante a que vive hoje, fruto do continuísmo e da irresponsabilidade administrativa. Quanto à situação presente do Clube, cabe aos senhores conselheiros atuarem para não precisemos chegar à segunda divisão para sofrer uma total reformulação. Pedimos que consultem suas consciências e seus corações alvinegros e pensem única e exclusivamente no Santos. É só ao Clube que os senhores devem fidelidade, não ao presidente.

Nós, torcedores, estamos vigilantes. E pedimos que o Conselho Deliberativo seja parceiro da nação santista nesta luta.

Saudações alvinegras



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Campanha realizada pela Nação Santista.